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Estudo do Amarelecimento Fatal do dendezeiro (Elaeis guineensis Jacq) e estratégia de manejo Imprimir E-mail
Agroindústria e Agroenergia

 

Unidade líder: Embrapa Amazônia Oriental

Responsável Embrapa Roraima: Bernardo de Almeida Halfeld Vieira

 

Resumo

O óleo do dendezeiro tem uso alimentício, medicinal, oleoquímico e industrial. Além disso, é a cultura de maior potencial para extração de óleo para biodiesel. No Brasil, estima-se que existam mais de 75 milhões de hectares climaticamente aptos para o cultivo de dendezeiro. A maior parte da produção se concentra na região amazônica sendo o Estado do Pará o maior produtor brasileiro de óleo (93%). Entretanto, um dos principais entraves para a expansão da cultura nesta região é a doença Amarelecimento Fatal (AF) do dendezeiro que vem dizimando milhares de plantas e conseqüentemente, gerando grandes perdas de produção e falência de agroindústria. Esta doença já foi relatada nos Estados da Amazônia, Amapá e principalmente no Pará. Todavia, há uma grande divergência de opiniões quanto à sua causa, ou seja, alguns pesquisadores afirmam que esta doença não é de origem patogênica, baseados em dados de distribuição espacial e temporal de plantas com sintomas de AF, enquanto outros a associam com fitoplasmas. Além disso, suspeita-se de que o AF seja causado por fungos quando a planta está sob estresse fisiológico. Desse modo, este projeto tem como objetivo identificar a causa do AF por meio da avaliação da sua associação com diferentes fitopatógenos, tipo, textura e fertilidade de solo, nutrição e fisiologia do dendezeiro e condições topoclimáticas. Este projeto também propõe a avaliação genética de plantas remanescentes de mais de 25 anos de idade que resistiram ao AF utilizando para isso marcadores moleculares com o objetivo de elucidar uma possível resistência à doença. Na diagnose de fitopatógenos, testes biológicos, sorológicos, moleculares e de microscopia eletrônica serão utilizados de acordo com o patógeno avaliado. Para isso, serão utilizados materiais da parte aérea e sistema radicular de áreas com e sema AF. Para verificar se o AF está associado ao solo serão realizados testes para analisar o tipo, textura, compactação e fertilidade do solo, além da nutrição da planta. Além disso, será realizado um estudo sobre a temperatura e preciptação pluviométrica em áreas com e sem AF. Para verificar se a inundação periódica que ocorre em alguns plantios favorece a doença serão realizados estudos na área de fisiologia vegetal em condições de campo e estufa. Além disso, será realizado um estudo do perfil químico de plantas com AF visando estudar possíveis compostos secundários como causadores desta doença associados a fatores edafoclimáticos. Plantas remanescentes aparentemente resistentes ao AF serão testadas contra plantas doentes para verificar o polimorfismo utilizando RAPD e associá-lo ou não à fator genético. Essas plantas podem apresentar um grande potencial para programas de melhoramento genético e micro-propagação em massa caso o fator genético venha a ser a causa da sobrevivência. Estudos das variações anatomo-morfológicas em tecidos dos sistemas aéreos e radiculares de plantas com e sem AF serão realizados. Também será realizado o sensoriamento remoto das áreas cultivadas com dendê com o objetivo de auxiliar na identificação da causa do AF e também mapear as áreas ideais que não favorecem a doença. Como haverá a obrigatoriedade da fabricação de alimentos livres de gordura trans e ainda existe o potencial do uso do óleo de dendê como biocombustível, há uma grande demanda pela identificação da causa do AF do dendezeiro e elaboração de estratégias de manejo que permitam a longevidade, aumento de áreas cultivadas e produtividade desta cultura. Assim, há a necessidade de investimentos nesta proposta.

 

Início: 01/04/2009

Término: 31/03/2012

Orçamento: R$ 64.640,00